Janaína **Parte 5

PARTE 5

Universidade da Califórnia

Quinta-feira! Nossa… o tempo está passando rápido. Mas….ainda tinha as férias todas pela frente! Quando acordei às 9 da manhã a Elaine já tinha saído para o trabalho. Então, o passeio seria com a Renatinha. Ficamos muito tempo conversando, não sabíamos que roupa vestir.
Tomamos um café não tão variado, mas americano: bagles e café com crème. Olha que eu já estava me acostumando com este café (risos). Por fim… saimos para mais um dia de passeio.

É naquela quinta, será??? Seria o dia em que eu finalmente conheceria tão sonhada BEVERLY HILLS! Não estava nem acreditando. Mas, ninguém sabia dizer exatamente qual ônibus poderíamos pegar pra ir até BH. Bem, uma coisa descobrimos: que teríamos que pegar mais de um ônibus. Então saímos, com a cara e a coragem. Demoramos muito até chegar perto da rua indicada pra nós, para que pudéssemos pegar outro ônibus. Por fim, fomos parar em Sta. Mônica e lá pegaríamos o segundo ônibus.
Fomos conversando, jogando papo fora e tal… e nada de chegar perto de BH. Começamos a achar que o ônibus estava parecendo um circular, pois andava, andava e nunca chegava…
Já estava perdendo as esperanças e começamos a achar que estávamos perdidas, até que vimos algumas placas de West Hollywood. Então a Renatinha se lembrava que este bairro, era o bairro onde ficava a UCLA. Quando ela me disse isto, nossa…fiquei radiante! Afinal, era um lugar que eu também queria muito conhecer, pois foi cenário por muitas temporadas de Barrados. Enfim, resolvemos descer em West Hollywood, pois sabíamos que estavamos longe de Beverly Hills e não adiantava ficar rodando, rodando sem saber direito.
Mas, não ficava tão perto de Hollywood não. Este bairro, ou melhor, este distrito é muito badalado pelos restaurantes, bares e cinemas. Quando acontecem as tão famosas “premières” do cinema de Hollywood, costumam acontecer nos cinemas deste distrito. O mais famoso, é o cinema da Fox, que dizem ser enorme. Passamos em frente deste cinema. Mas, antes disso, fizemos um “pit stop” no Burger King, pois já eram quase quatro horas, e não tínhamos almoçado.

Bem… do outro lado da rua, já começava o campus da Universidade. Andamos muito pelo campos e pela primeira vez eu até vi pessoas mais bonitas andando pelas redondezas…. Andamos, andamos…e… UAU! Que perdição… chegamos na UCLA Store… Olha onde eu ia me acabar…
Na minha cabeça, começou a rodar várias cenas de Barrados, que aconteceram na Universidade. Meu Deus… eu tinha que levar alguma coisa de lá! Imagina, que eu não traria nem uma camisetinha com a sigla da Universidade da Califórnia: básico! Ficamos muito tempo lá dentro e aquela loja é uma perdição… Depois de eu deixar umas boas verdinhas lá, continuamos andando no Campus. Mas, ele era enorme e nem que eu quisesse, daria pra andar o Campus inteiro a pé.

Mas.. logo encontrei algo muito interessante: uma estátua do urso, mascote da faculdade. Lembram, quando a turma “sequestrou” o mascote num episódio? Pois é gente… eu estava lá, perto “dele”!!!


(UCLA)

 

Depois andamos mais, mais… e saimos do Campus. Fomos por umas ruas , tirando fotos e tal.
O bairro é bem bonito e chique. Gostei muito de lá. Até que chegamos numa rua, onde tinha um restaurante, onde alguns amigos brasileiros da Renatinha e da Elaine, trabalhavam de valet park. Paramos um pouco pra falar com eles. Todos que conversaram comigo, me contavam de suas experiências nos USA. De vez em quando eles podiam ficar lá conversando com a gente, afinal, eles trabalhavam na rua, estacionando os carrões das madames, que chegavam no restaurante pra jantar.
Enfim... me senti mesmo em Los Angeles. A badalação de West Hollywood deu asas a minha imaginação.


(West Hollywood)

 

Voltamos muito tarde neste dia, passamos um frio do cão! Mas demos boas gargalhadas à noite no barco, quando contamos para a Elaine, que pegamos um ônibus errado e que fomos para West Hollywood, ao invés de irmos para Beverly Hills… Mas… o dia certo estava chegando. E eu estava feliz, pois tinha conhecido um lugar onde a turma de Barrados com certeza já filmou...

Com todos os passeios, o lance da escola foi desaparecendo da minha cabeça e eu estava curtindo bem mais a viagem.

No último dia da semana, Renatinha e Elaine foram ao trabalho. Seria minha vez de me virar.
Mas… bateu um medinho e eu sabia que ainda estava cedo para me aventurar sozinha.
Então resolvi tirar o dia pra organizar minhas coisas, dar uma limpada nas louças e tal. A Elaine me avisou que o Nando (dono do barco) pudesse aparecer, pois ele ficou de ir lá com um mecânico, arrumar a embreagem do barco.

Mas… depois que arrumei tudo e já tinha tomado café, resolvi ir até a biblioteca, mandar notícias ao meu amorzinho. Havíamos combinado de que falaríamos no telefone só nos finais de semana, e que durante a semana, as notícias rolariam por e-mail.

Bem, lá fui eu, andando sozinha pelas ruas de L.A. a caminho da biblioteca. Era estranho mas ao mesmo tempo… excitante! Eu pensava: “… e se alguém me parar e me perguntar algo? Saberei me comunicar?”… só de pensar dava um friozinho na barriga. Bem.. escrevi todos os postais que eu queria mandar, pra dar tempo de chegar antes de eu voltar.

E aproveitei e fiquei uma hora na internet. Podíamos lá usar meia hora de internet grátis. Se não tivesse ninguém esperando, então podíamos usar mais meia hora. Foi o que fiz. As palavras do Renato no e-mail pareciam amarguradas e tristes. Mas, ele dizia ser apenas saudade. Me fez chorar este dia e me senti pela primeira vez, muito longe dele. Eu ficava lembrando dele e da minha família, quantas milhas e milhas estavam distantes de mim! A toda hora eu pensava: “ah… agora deve ser três da tarde lá! “…
Era uma sensação muito estranha. Afinal de contas: eu queria ou não estar lá? Poxa, não foi meu sonho de 10 anos??? Então? Porque haveria de ficar triste naquele momento? Não sei… Não dá para explicar esta sensação. Mas… já fiquei feliz pois consegui escrever o e-mail, ele me respondeu, pois estava on line e eu consegui responder de volta. Mas era triste saber que tinha que esperar mais 24 horas, pra ter notícias de novo. Voltei da biblioteca e… hum... fiquei tentada! Vou comer burrito de novo! Eu ainda não tinha almoçado e, comida mexicana, que eu adoro, não tem em toda esquina aqui no Brasil, infelizmente!

À noite, sairíamos pela primeira vez, na night… Como seria??? Fomos num barzinho de brasileiros, que as meninas falaram muito. E eu também já tinha conhecido alguns deles, no dia em que fomos na praia de Venice. O lugar se chamava “Café Dansse”.


(Café Dansse)


Lá tocava samba, pagode, axé…. Era um pedacinho do Brasil… Pode parecer bobeira, mas que a gente se torna muito mais brasileiro lá, isto era verdade. Eu vivi um pouco isto lá e sei que é difícil estar longe da sua terra, da sua língua, da sua gente, dos seus costumes. Eu pude viver um pouquinho tudo aquilo que as pessoas contam, quando vão morar fora do país. Foi muito legal este dia. Dois amigos da Elaine, lá da loja que ela trabalha, foram lá, conhecer o Café. Eles curtiram muito, mas era muito engraçado vê-los “dançando” samba… hilário!
Demos muitas risadas, dançamos e percebíamos que os gringos que lá estavam, observavam curiosos o tal “gingado” brasileiro. Diferentemente do Brasil, a uma e meia da manhã eles param de vender bebidas alcólicas e às duas horas, as luzes se acendem e todos vão embora.
O Álvaro nos deixou na Marina e … mais um dia se foi.


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Parte 6


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