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PARTE 2
Summer Classes em Los Angeles

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(Cartão Postal de Los Angeles)
Bem, eu não sabia se andava o aeroporto todo, ou ficava ali, estática, esperando
minha amiga chegar… Pra variar minha mala estava pesada, com mais uma mochilinha
nas costas, uma frasqueira…ufa!!! Afinal, eu nunca tinha passado um mês viajando!
A minha “amiga” do aeroporto, a Gaia, tinha por fim encontrado a mãe e o padrasto
e se despediu de mim. Ficamos de marcar pra sair lá em L.A.! Afinal, ela estava
visitando a mãe, e não tinha amigos lá…
Minha amiga chegou!!! De biquini, canga e chinelo havaiana (com a bandeirinha
do Brasil). Foi muito bom vê-la. Demos um super abraço e logo fomos para o
carro. Ela me apresentou o seu namorado brasileiro, o Álvaro, que já mora
há dezessete anos nos Estados Unidos! Carioca! Hoje lá ele têm uma casa, um
carro e está muito bem, pois é provedor de internet! No carro também estava
a Renatinha (irmã da Elaine, quem eu tinha uma breve amizade e que depois
desta viagem nos tornamos muito mais próximas…)
Elas estavam num clube, perto da marina. Este clube era dentro de um condomínio,
onde os apartamentos custavam em torno de 100 mil dólares! E o Álvaro, vivendo
lá, mas sem deixar de ser brasileiro, conseguiu uma “carteirinha” pra entrar
lá. Fomos para o barco, deixar minhas coisas… Foi a primeira vez que eu começei
a sentir a presença de Barrados! Eu olhava pela janela do carro e dizia pra
mim mesma: “Puxa vida!!! Estou em L.A… onde eu tanto quis estar… Barrados…
nossa!!!!” Mas, parecia muito real! No começo você leva um choque, do tipo:
“Eu não sou daqui! Eu estou aqui, mas não sou daqui! Nunca serei! Nunca serei
como eles!!!” Mas logo eu mudava meus pensamentos, pois se ficasse filosofando
sobre isso, entraria em depressão!

(Postal Marina Del Rey)
Logo vi a placa: Marina del Rey, logo lembrei-me da Donna, que muito frequentou a Marina, enquanto o Noah morava no barco de seu pai. E no começo do seriado também, quando o pai do Dylan apareceu e comprou um barco!!! Depois fomos para o clube dos “Magnátas Vaselinas”, como meus amigos chamavam aquele condomínio… coisas de brasileiro….. já começei a dar muitas risadas e fofocamos o que estava rolando aqui no Brasil e eles me contaram o que rolava de “news” lá nos States. As meninas me contaram como era a vida delas lá, os lugares que frequentavam e como ela e o Álvaro se conheceram e como ela acabou conhecendo os outros brasileiros que moram lá. Neste mesmo dia à noite, não saimos do barco. Pegamos uma pizza, e jogamos conversa fora! No dia seguinte, segunda-feira tinhamos muitas coisas para fazer e minha prioridade era ir até a escola, pra me matricular, já que minhas amigas fizeram totalmente a minha cabeça de que eu não precisaria me preocupar, pois lá não existe burocracia e era só chegar e se matricular e começar, no mesmo dia.
(Marina Del Rey)
Bem, então saímos de manhã, pela Marina e fomos até a avenida mais próxima para pegar ônibus. Este trajeto (de sair da Marina e ir até a Washington Blv., levava uns 15 minutos). Fomos comentando como era diferente do Brasil. Lá as pessoas moravam em barcos, quando enjoavam, voltavam para suas casas e assim por diante. O nosso barco não era grande, perto de outros que vi por lá! Mas estávamos as três no barco, mais um… explodia!!! O barco era de 28 pés (pra quem conhece….).

(Nosso barco na Marina)
A nossa primeira atividade era ir na laundry (aquelas lavanderias que aparecem
nos filmes!). Lá eles têm este costume. Às vezes, nem preferem ter
máquina de lavar roupas em casa. Eles preferem sair e fazer este serviço fora
(como se fosse um hobby até). Você entra, coloca as moedas na máquina (aliás,
curiosidade: nos States você não faz nada, se não andar com moedas… Os meninos
iriam odiar, não andam com bolsas!!!). E depois… ficar lá, conversando, vendo
tv, ou até lendo um livro, até que toda roupa lave e seque. Enquanto a Elaine
ficaria na lavanderia, eu e a Renata iríamos na biblioteca (mandar mail).
Lá você pode usar a internet por meia hora na biblioteca. E se não tiver ninguém
na fila, poderia usar tantas outras meia horas). Este seria um pit stop pra
mim, todos os dias, pois prometi pro Renato que nos falaríamos por mail todos
os dias, pelo menos pra ter notícias de que os dois estavam vivos. Fomos então
para a biblioteca. Eu mandaria pro Renato e a Renatinha mandaria pra um amigo,
que ela fez na internet e que estava se correspondendo já a algum tempo e
que provavelmente iria pra lá!
Quando viajamos sozinhos, vamos pra onde queremos e ditamos as nossas regras.
Eu estava ciente de que, pra aproveitar entraria no esquema delas e imaginava
que, quando entrasse nas aulas, faria amizades e teria companhia pra sair.
Eu estava totalmente ciente de que não dependeria delas, pois elas estavam
com a vida lá e eu ficava imaginando se acontecesse comigo, se viesse um amigo,
ou amiga pra cá, como eu me viraria pra mostrar São Paulo e ainda trabalhar.
Portanto, curtiria o que viesse…Enfim… fomos pra escola e a primeira decepção
da viagem (a maior delas) viria logo… “A escola está de férias e as aulas
de inglês pra estrangeiros só retorna em 10 de julho, com o curso de verão”.
DUAS SEMANAS???????? Eu ficaria duas semanas sem aula e só poderia praticar
meu inglês durante quinze dias????? Fiquei extremamente chateada! Puxa, eu
não vou aos States todos os finais de semana que pudesse voltar lá duas semanas
depois. Eu era tão encanada e preocupada. Elas me disseram que a escola pública
lá não tinha burocracia, era só chegar, pagar US$ 1,00 e começar. Mas… não
nos atemos no detalhe das férias…
Um dos meus sonhos era aproveitar a viagem pra ir a escola, já que eu não
tinha dinheiro pra ficar viajando, alugando carro, comprando um montão de
coisas, eu estava feliz em ficar só em L.A. e praticar o meu inglês. O mais
importante, que era conhecer Beverly, seria uma consequência, ótima por sinal…
A Renatinha percebeu que eu fiquei chateada e quando voltamos para a laundry,
encontrar com a Elaine, ela contou. Eu percebi que elas ficaram super sem
graça, pois elas não teriam como me ajudar neste caso. Dai a Elaine começou
a querer me consolar e eu começei a me sentir pior ainda, pois não
adiantava nada aquelas palavras, naquele momento. Então eu comecei a acordar:
estou numa viagem, de férias! Muitos imprevistos acontecem e este… foi só
o primeiro… Acabamos almoçando num restaurante mexicano, que é o que mais
tem em L.A… estava louca de vontade de comer um “autêntico” burrito (claro,
depois que o Brandon prometeu um para a patinadora... Hum!!!!). A comida de
lá é muito apimentada. Tudo vai pimenta. Depois eu vim a descobrir que a “mesma”
comida chinesa que se come aqui, se come lá, só que com uns “quilos” de pimenta
a mais… só isso!(?) Bem, para acabar o dia, à tarde fomos num supermercado,
conhecido na Califórnia, o Ralphs – The first in Califórnia! Nossa! Daí
eu me perdi… Quanta coisa, e em tamanho família!! Tudo!!! Já fui vendo várias
coisas pra comprar pra trazer… e lógico… a partir daí começei a me
sentir dentro de um episódio do Barrados… Tentei não ficar triste, com o lance
da escola! Mas me deu uma profunda dor no coração, me senti fracassada! Muitos
dias ainda viriam…
As férias estavam apenas começando……
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Parte 3
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