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PARTE 11
Venice Adult School e o
centro de L.A.

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Finalmente
chegou o dia esperado, o dia de ir à escola! Meu Deus
agora sou
eu falando inglês e ninguém pra me ajudar
Mas
já comecei mal, pois eu não consigo acordar tão
cedo, sem que alguém me chame. Como eu não tinha levado nenhum
despertador comigo, eu estava "dependendo" dos amigos para me dar
uma força!
A Elaine me despreocupou, disse que o Álvaro acordava todos os dias muito
cedo e já começava a trabalhar no computador, e que ele poderia
me chamar.
Mas, não sei se ele havia esquecido e quando ele passou pela sala, onde
eu e a Rê estávamos dormindo, já eram 7 horas da manhã
e pra chegar com tempo, eu teria que ter acordado umas 6 e pouquinho.
Saí na disparada e peguei o Big Blue, que passava perto da escola. E
lá fui eu
toda empolgada, um friozinho na barriga, com um certo
medinho de falar com as pessoas e não entender e não me fazer
entender também.
Chegando
lá, fui direto para a secretaria e conversei com a moça. Ela me
explicou que para se matricular, bastava pagar um dólar, passar por um
"teste" (que era o nosso próprio bate papo), e pronto. Ela
me encaixaria numa turma.
Naquele dia, a aula já havia começado. Seriam duas aulas no período
da manhã, depois o horário do almoço e depois, uma aula
de conversação até as 15 hs.
Bem, eu teria então todos os dias depois da aula tempo pra voltar nos
lugares que eu mais gostei, e também conhecer novos!
Tive que entrar na aula, que ja havia começado, com um atraso de uma
meia hora, mais ou menos. O duro foi "encarar" todo mundo.. afinal,
eu estava num outro país, outra cultura, outras pessoas mas
ufa,
consegui!
Me senti muito bem depois de alguns minutos, pois estava realmente entendendo
do que se tratava o assunto da aula.
Alguns dias depois eu já estava tentando me comunicar com duas japonesas,
um mexicano, uma russa, outra mexicana e assim foi! Era muito engraçado!
As professoras também, as duas eram ótimas, mas eu gostava mais
da didática da prof.ª Monica.
Neste primeiro dia, voltei pra casa. A Elaine e o AC (este é o Álvaro,
certo? É como os americanos o chamam, pois não conseguem falar
Álvaro Costa!), estavam almoçando. Então, eu aproveitei
e almocei com eles e contei tudo como foi na escola. O AC. também ficou
contando a experiência dele de aprender a falar inglês, desde quando
chegou nos States. A tarde me deu uma preguicinha básica, afinal tinha
acordado cedo, certo? Eu e a Elaine continuamos conversando e a noite, quando
a Renatinha já estava em casa também, nós sentamos em frente
à TV, para vermos um filme estrangeiro, que o AC tinha pego no videoclube
"Run Lola Run". Achamos muito interessante, inclusive este filme tinha
ganho uns prêmios lá na Europa.
O segundo
dia de aula já foi mais legalzinho, apesar de eu ter perdido a hora novamente
e de ter ficado "p" da vida por isto!
Mas
até entenderia, pois o meu humor, causado por uma certa TPM,
não era dos melhores. Até que eu estava me saindo bem nas conversações,
apesar de ter a impressão de que o meu inglês estava macarrônico
demais, e era como se eu estivesse falando em português, algo parecido
com: " Eu ser do Brasil, lá vemos muito televisão, aqui nos
States também vê! Eu querer ter vindo pra cá faz tempo e
..
blá, blá, blá
" que horror!!!
Saindo
da escola, já tinha combinado com a Renata que iríamos a Downtown,
conhecer o escritório do Val, pois ele havia "prometido" arranjar
um emprego para a Renata.
Nos encontramos num lugar conhecido, num ponto da Washington Blv., que nos levou
direto à Downtown, em exatos 60 minutos numa reta só! Pasmen!
Só para vocês terem uma idéia, no mapa não parece
tão longe a distância entre Venice (que fica entre Sta. Mônica
e o aeroporto de Los Angeles) e Downtown:

(Greater L.A.)
Chegando
lá em Downtown
puxa! Não acreditava que estava andando pelas
ruas de Los Angeles, onde tantos filmes Hollywoodianos já tinham mostrado
e retratado!
Como descemos num ponto meio "central" da Washington Blv, teríamos
que subir toda a Hill St. para chegarmos ao escritório do Val, que ficava
num dos quarteirões onde havia a maio concentração de joalherias.
O centro de Los Angeles também tem muito a ver, por exemplo, com o centro
de São Paulo, na questão de comércio. Assim como aqui no
Brasil, onde algumas cidades dividem suas ruas em negócios afins (do
tipo, uma rua só de tecidos, uma rua só de lustres, uma rua só
de eletrônicos, uma rua só de noivas e assim por diante), lá
também era assim.

(Postal de LA)
Fizemos então uma visita ao escritório dele. O negócio do Val é de compra e venda de pedras preciosas, muito legal! Ele falou para a Renatinha que se ela quisesse, ela poderia começar a trabalhar lá com ele.

(Downtown foto 1)
Fomos andar um pouco lá pelas ruas, fuçar nas lojas e em determinado momento, achei que estivesse na Cidade do México! Caraca! Aquilo lá parecia a 25 de Março em muitos momentos! Vários eletrônicos, perfumes, bolsas, roupas, bugigangas, camisas de times de baskete uma coisa de louco! Ficamos passeando por lá até dar a hora do Val fechar o escritório. Ele nos ofereceu uma carona.

(Dowtown foto 2)
Na volta
então para a casa do Álvaro, ele foi explicando para a Renata
como era o trabalho lá, quais seriam as condições de salário,
horário e tudo mais. Ela ficou meio apreensiva e com medo de não
saber falar com os clientes, ou não entender o que eles tenham pra dizer.
Ele nos levou pra "almoçar-jantar" num restaurante brasileiro,
de amigos claro! Chamava-se "Café Brasil". Era perto do Zabumba.
Comemos um peixe grelhado com arroz, farofinha, bem brasileiro mesmo! De uma
certa forma, acho que ele já estava conquistando a Renatinha! Risos!
Voltamos pra casa do Álvaro e amanhã, eu não iria na escola.
Faríamos o passeio ao Universal Studios, na faixa claro: eu, Renatinha,
Elaine e a Farah (amiga da Elaine que ganhou os convites).
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Breve continua a história com a parte
12.....
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